quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Negação

É tão fácil negar nossos desejos, é tão fácil negar nossos sentimentos, é tão fácil mentirmos para nós mesmos. Mas para que? Evitar a dor seria a resposta mais óbvia, evitar ser ridicularizado, isso poucas pessoas confessam, evitar que as pessoas tenham acesso ao seu interior, isso poucas pessoas se dão conta.

Boa parte, se não quase toda a vida passamos tentando desviar a atenção das pessoas para outras coisas e nunca para o que sentimos. Mulheres não são sinceras ao dizer “não foi nada”, homens não são sinceros ao dizer “não entendo porque ela age assim”. Isso são exemplos bobos de algo mais complexo. O que realmente quero dizer é que muitas vezes temos medo de ser frágil simplesmente por mostrar essa fragilidade e a resposta ser diferente daquilo que esperávamos que fosse e nesse momento você está sem proteção, já conseguiram o acesso.

Quando nos fazemos de difícil, estamos ocultando o “te quero”, pois o jogo vira e o sincero passa a ser o grudento.

Quer mais exemplos disso? Olhe para sua própria vida, quantas vezes você usou de joguinhos para desviar a atenção e não aparentar o que sentiu? Quantas vezes você fingiu não entender algumas coisas somente para receber uma declaração oficial daquilo que já estava subentendido?

A resposta mais obvia seria que você não quer mal entendido e quer tudo bem explicado. Dizer que não quer “ficar por baixo” é uma das respostas que poucos admitem, agora, dizer “eu quero bajulação” é algo que poucos percebem em si mesmos. É difícil admitir!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Ceder

O que dizer sobre essa palavra? Vocês podem reparar bem que meus textos não possuem títulos em sua maioria, mas sim temas ou palavras que busco traduzir em minhas próprias vivências, e que você pode fazer o mesmo, não precisando concordar com o que digo.

Hoje, coloco a palavra “ceder” voltada para relacionamentos amorosos, quando saber se ceder é bom ou ruim? Se irá acostumar ao outro ou pior, acostumar a você mesmo a sempre aceitar.

Acredito que exista uma medida, e também acredito que ceder acaba sendo uma palavra ruim quando você cede sua VIDA, seus VALORES.

Acredito que para uma união saudável, tenha necessidade de um ceder a dois, nunca acabando com seus valores, mas moldando algumas coisas. Recentemente ouvi uma frase, que no passado eu disse bastante, mas que não condiz com meu modo atual de pensar e a frase era “se me conheceu assim, vou continuar assim e não mudo por nada, tem que me aceitar”, por que não podemos mudar? É claro que não pode ser somente 1, pois isso acaba com toda a minha idéia de dedicação mútua.

Nem sempre fui assim, já tive minhas fases de ceder a tudo, já tive minhas fases de dar um jeito em que o outro cedesse por mim, mas agora paro pra pensar o porque muitas coisas não deram certo e busco o meio termo. A partir do momento em que 1 se anula em função do outro, estão anulando a chance de uma vida a 2, e deixando que seja uma única idéia que prevaleça.

Ouvimos muito a idéia de “um casal que construiu sua história”, e sinceramente, acho que é assim que tem que ser, para construir algo como casal, não basta somente uma pessoa “mandar”, pois não tem nada do outro ali, somente dela, se é que me fiz clara. Você não pode querer pegar alguém e moldar ao ponto que ela fique perfeita para você, pois logo você enjoa do seu brinquedinho de montar, você não mudou nada, você não cresceu, você não evoluiu em nada, você não se dedicou a nada, sua vida ficou estagnada e você busca outros brinquedinhos, ou percebe que está na hora de você FAZER PARTE de um relacionamento.

Não há o porque se vangloriar em mandar, não há o porque se envergonhar em obedecer, vale a pena buscar o meio termo, e acredito que assim, em conjunto com uma relação aberta e sincera, haja a chance de “construir uma história”, que não necessariamente precisa ser eterna, mas equilibrada, onde haja espaço para tudo e para um crescimento MÚTUO.

Se você se encaixa em uma das coisas que não seja o meio termo, não tente uma mudança radical, mas tente algo que te faça ficar bem e deixar que os outros fiquem bem, pois afinal, você não vive sozinho no mundo.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Quando nada anda bem

O que escrevo hoje, difere-se do costumeiro, hoje não quero falar do bom, da melhora, da felicidade, hoje quero escrever sobre os acontecimentos em sequencia, que nos deprimem, chateiam e magoam.

Quando você está em um momento “x” de muito sofrimento tudo parece que entra nessa sintonia, são os outros? É o mundo? É a “energia”? Não sei, cada um tem sua maneira, mas no meu modo de pensar, é você!

Odeio esse sentimento pessimista, prefiro ver como posso melhorar os tumultos da vida, mas no momento sinto que estou conscientemente me arrastando cada vez mais para sentir dor e o pior, eu nem sei o que estou fazendo para me conduzir a isso.

Estou ciente de que sou responsável por praticamente tudo o que me acontece, assim como você, talvez as pessoas não pensem muito no assunto, ou meu problema seja pensar demais.

Eu quero um mundo perfeito para mim, e sei que estou exigindo demais, sei que não é possível, e isso me frustra. Não pense que está ligado ao modo adolescente de pensar em um conto de fadas, isso é mais um modo consciente de dizer que sou egoísta.

Eu quero um amor perfeito, família perfeita, amigos perfeitos, trabalho perfeito. Talvez não um perfeccionismo como em um filme, mas um perfeccionismo para mim.

Queria que meu amor fosse só meu, que só houvesse eu e eu em seus pensamentos. Queria uma família ordenada, onde cada um executasse seu papel. Queria os amigos que realmente se importassem comigo, e que eu pudesse enxerga-los como meus pilares. Queria um trabalho que me rendesse a valorização e remuneração merecida, mas disso eu não posso reclamar, pois mesmo sem essas coisas, sou apaixonada por trabalho.

Na verdade eu não posso reclamar de nenhuma das coisas acima, pois tenho um amor que me ama e respeita, tenho uma família linda e sentimental, tenho amigos que sei que quando precisar eles irão me apoiar, tenho um trabalho que me dá paixão. Tenho mais do que alguns sonham em ter, e ainda reclamo.

Penso que eu sou o centro do mundo? Não, eu não penso, mas eu gostaria de ser. Alguns podem pensar “nossa, que absurdo alguém dizer isso”. Mas você nunca pensou assim? Naqueles seus pensamentos mais profundos e que não conta a ninguém para não parecer “horrível” aos olhos dos outros. Sempre digo e volto a repetir, não há mal nenhum em pensar egoísta! Pelo menos para mim.

Não, não estou em crise, não, não estou em depressão. Apenas passando por um momento difícil onde é mais difícil ainda ver “como a vida é bela”, mas pelo menos uma boa notícia é que eu sei que isso passa, e logo verei como tenho tantas coisas maravilhosas.

Termino esse texto com uma questão que engloba algumas outras “Porque fazemos isso com nós mesmos? Porque levamos tudo para o buraco junto com nós quando estamos “para baixo”?” Porque não poderíamos separar nossa vida em quadradinhos para que quando uma área fosse afetada, só fosse ela?”

Eu tenho minhas próprias teorias, vocês certamente tem as suas, ou pelo menos podem se perguntar. E não adianta querermos responder essas questões para outras pessoas, pois a resposta de cada pergunta íntima só você mesmo pode se dar.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Saturou

Essa é a palavra que usamos quando queremos dizer que chegamos ao limite de tolerância e resistência, e é isso que quero dizer agora, estou no meu limite de tolerância e não há nada que eu possa fazer a respeito, qualquer ação que eu deseje fazer, terá muito mais prejuízos do que deixar a situação como está.

Nunca fiquei satisfeita com a frase “é assim porque tem que ser assim”, sempre argumentei, conversei, discuti, até chegar a uma solução ou até mesmo concordar, desde que a ideia faça sentido PARA MIM.

Não sei por quanto tempo tenho que aguentar, ou quando isso tudo vai passar, mas dói só de pensar que houve um tempo em que tudo era tão fácil, e não faz muito tempo, tenho boas recordações...

The Last Night - Bon Jovi

Não há palavras que eu possa escrever que sejam melhores do que essas:

Esta É a Última Noite

Hoje em dia é difícil ter um coração
Não importa de onde você vem ou quem você pensa que é;
Hoje em dia é difícil encontrar o seu lugar
Por que alguém tem que perder para que outro possa ganhar?
Todos nós procuramos por perdão E alguém em quem possamos confiar
Você pode abraçar o mundo
Tudo cai sobre nós


Está é a última noite que você ficará sozinho
Eu estarei ao seu lado você não conseguirá sozinho

Então ande comigo Por favor, me ajude a ser forte
Eu serei o ombro que te acolhe quando todos já se foram
Está é a última noite que você ficará sozinho


Eu sei que você já ouviu isto antes
Não há nada pior do que viver menos
Quando você deseja algo mais
Não faz sentido é difícil de entender
Quando algo que poderia te completar
Fica escapulindo de suas mãos


Todos procuramos respostas
Todos estamos de joelhos aqui
Tudo o que queremos é algo em que acreditar
Já chega! Eu não agüento mais
Mas eu estou em sua varanda
Chutando a sua porta
Esta é a última noite...

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Motivação

Esses dias, um grande e amado amigo me perguntou sobre motivação... Na verdade me perguntou qual era a minha motivação para o trabalho, o que me fazia ficar horas a mais trabalhando, dia, noite, madrugada, finais de semana. Isso me permitiu um momento para reflexão, e resolvi escrever sobre o assunto. Não vou escrever sobre a minha motivação somente no trabalho, mas em todos os outros momentos.

Me deparei com uma resposta simples e óbvia, onde parei e refleti, que faço isso para tudo, serei bem sincera ao dizer e admitir, que minha motivação parte do medo, medo do meu próprio fracasso.

Quando estou e sou uma das responsáveis por algo, seja uma tarefa, ou relacionamento, ou qualquer outra coisa, realmente dou meu sangue por aquilo, tudo o que eu puder fazer ou tentar, eu farei, as vezes me deparo fazendo algo até maior do que eu achei que seria o meu limite.

Creio que muitos pensam e agem como eu, aliás, grandes pessoas que conheci, e me espelhei (como por exemplo minha irmã Lilian) agem assim... Com certeza isso é uma coisa “aprendida”, apesar do medo ser inato.

Não creio que a motivação parta só de algo externo (apesar de existirem grandes motivadores assim, motivadores grandes mesmo, mas momentâneos). Me motivo por duas principais coisas, além do já comentado, medo do fracasso, também me motivo pelo ambiente, pelo “vale a pena?”.

Se a resposta para essa pergunta for sim, com certeza, minhas energias serão todas depositadas naquilo.

Para aqueles que lêem esse texto e por algum motivo, não sabem o porquê estão fazendo algo (ou não fazendo), pergunte a si mesmo “vale a pena fazer?”, se a resposta for sim, invista, tente, ouse, procure sua motivação... Se a resposta for não... Procure algo que lhe faça dizer “por isso vale tudo!”

domingo, 4 de julho de 2010

Dor

O que é necessário teoricamente para ser feliz? Pensando em coisas básicas, amor, saúde, família, amigos, dinheiro, não exatamente nesta mesma ordem, depende de quem responde. E o que é necessário para saber o que é ser feliz? A minha resposta é... ter conhecido alguma dor... Não importa qual seja.

A dor é inexplicável, é um sentimento devastador, que dependendo da intensidade te leva a cometer atos absurdos, te leva a pensar com todas as forças “eu não quero passar por isso de novo”, mas mesmo sendo algo tão marcante e que evitamos, ela é necessária.

Há tempos eu evito qualquer contato com essa “coisa”, e evitando esse contato, percebo que evito vários outros, evitar a dor é evitar sentir, e acreditem, é melhor sentir dor do que não sentir nada. O sentir nada te leva a se questionar, porque vivo? Sentir dor te leva a pensar, o que fazer para ser feliz?

Agora busco o sentir-me feliz, embora, esteja arriscando. Para mim a vida está virando um jogo de sorte e azar, onde se aposta todas as suas moedas, sem saber se haverá retorno em prêmio ou não...

Para se conseguir algo assim, é necessário mudar seu jeito de pensar... acreditar realmente que haverá um prêmio, e se não houver, haverá a frustração, onde deveremos aprender a lidar com ela, sabendo que você terá novas moedas na vida para apostar novamente. Não tenho muito o que falar sobre a possibilidade de frustração, pois agora estou acreditando em meu momento de felicidade, e o mais importante, estou sentindo o meu momento de felicidade.

Devo o meu “conseguir sentir” a um grande amigo, e agora, esse “amigo” é o motivo da minha felicidade, é o motivo pelo qual estou apostando minhas moedas.