O que dizer sobre essa palavra? Vocês podem reparar bem que meus textos não possuem títulos em sua maioria, mas sim temas ou palavras que busco traduzir em minhas próprias vivências, e que você pode fazer o mesmo, não precisando concordar com o que digo.
Hoje, coloco a palavra “ceder” voltada para relacionamentos amorosos, quando saber se ceder é bom ou ruim? Se irá acostumar ao outro ou pior, acostumar a você mesmo a sempre aceitar.
Acredito que exista uma medida, e também acredito que ceder acaba sendo uma palavra ruim quando você cede sua VIDA, seus VALORES.
Acredito que para uma união saudável, tenha necessidade de um ceder a dois, nunca acabando com seus valores, mas moldando algumas coisas. Recentemente ouvi uma frase, que no passado eu disse bastante, mas que não condiz com meu modo atual de pensar e a frase era “se me conheceu assim, vou continuar assim e não mudo por nada, tem que me aceitar”, por que não podemos mudar? É claro que não pode ser somente 1, pois isso acaba com toda a minha idéia de dedicação mútua.
Nem sempre fui assim, já tive minhas fases de ceder a tudo, já tive minhas fases de dar um jeito em que o outro cedesse por mim, mas agora paro pra pensar o porque muitas coisas não deram certo e busco o meio termo. A partir do momento em que 1 se anula em função do outro, estão anulando a chance de uma vida a 2, e deixando que seja uma única idéia que prevaleça.
Ouvimos muito a idéia de “um casal que construiu sua história”, e sinceramente, acho que é assim que tem que ser, para construir algo como casal, não basta somente uma pessoa “mandar”, pois não tem nada do outro ali, somente dela, se é que me fiz clara. Você não pode querer pegar alguém e moldar ao ponto que ela fique perfeita para você, pois logo você enjoa do seu brinquedinho de montar, você não mudou nada, você não cresceu, você não evoluiu em nada, você não se dedicou a nada, sua vida ficou estagnada e você busca outros brinquedinhos, ou percebe que está na hora de você FAZER PARTE de um relacionamento.
Não há o porque se vangloriar em mandar, não há o porque se envergonhar em obedecer, vale a pena buscar o meio termo, e acredito que assim, em conjunto com uma relação aberta e sincera, haja a chance de “construir uma história”, que não necessariamente precisa ser eterna, mas equilibrada, onde haja espaço para tudo e para um crescimento MÚTUO.
Se você se encaixa em uma das coisas que não seja o meio termo, não tente uma mudança radical, mas tente algo que te faça ficar bem e deixar que os outros fiquem bem, pois afinal, você não vive sozinho no mundo.